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Analise do Paiva: A raça e “pegada” que faltou no paulista sobra no time da série C

 Nas duas primeiras partidas como mandante no Campeonato Brasileiro da terceira divisão, Bentão venceu e convenceu em vários aspectos. 

    Não torcedor Beneditino. Você não vai ler mais uma matéria contando que o São Bento venceu respectivamente Tombense e Macaé por 2×1 no Walter Ribeiro pela série C. Como de costume, vamos analisar por outra ótica as duas vitorias consecutivas do azulão, que agora é líder isolado do Brasileirão serie C com 7 Pontos. Muito além dos importantes resultados e da classificação atual do azulão, as duas primeiras vitorias da equipe contaram para o torcedor características do novo time muito importantes (e pedidas, imploradas, suplicadas) pelo torcedor durante o estadual. Na campanha do primeiro semestre, as arquibancadas do CIC se queixavam da falta de “pegada” da equipe, que por diversas vezes se mostrava apática e quieta em campo. Um amigo torcedor questionava “ninguém fala com ninguém nesse time” e realmente era assustadora a maneira como a equipe lidava com falhas, passes errados e os gols que não saiam. Quase sempre mudos, sem cobrança uns com os outros e aparentando falta de vontade de vencer. Até por isso, por diversas vezes sofremos com gols dos adversários nos acrescemos, arrancando pontos importantes e escancarando uma tremenda falta de “malandragem” nos finais dos jogos para assegurar os resultados.

                         Em inacreditável falha e  gol contra de João Paulo na partida contra o Ituano, nenhum jogador reclamou com o zagueiro a jogada estabanada que prejudicou a equipe.

   Muito diferente disso se mostrou o novo elenco do Bentão para a serie C 2017. Com poucas peças, folha salarial consideravelmente baixa e pouco tempo de preparação, os problemas de planejamento não aparecem no futebol do São Bento até aqui. Além dos bons resultados, o time vem mostrando a tal “pegada” que a torcida pedia no Paulistão, atuando com muita objetividade, vontade marcar os gols e vencer. Com praticamente todos os jogadores dando o seu melhor, correndo e dando pique até os últimos segundos dos acrescemos de cada partida, com conversa, cobrança e estratégia em campo, o azulão da serie C vai conquistando os torcedores que quase unanimamente aprovam o elenco até aqui.
A “malandragem” também é outra, como não citar o atacante Anderson Cavalo levando a bola próximo a linha de fundo e protegendo-a com o corpo para segura-la no campo de ataque enquanto o tempo passa, nos instantes finais complicados do jogo contra o Tombense-MG, onde os Mineiros tentavam pressionar, mas pararam na estrategia do centroavante celeste que ainda colocou a bola entre as pernas de um dos dois marcadores do time alvi-rubro, que o derrubou fazendo falta próxima a área e dando ainda mais tempo para o Bentão. Antes disso, o São Bento, que foi surpreendido com o gol de empate em bola parada da equipe de Tombos, amaçou o Gavião de minas em busca do gol da vitoria que madurou a cada lance na base da raça, até sair, e quando aconteceu, a vibração da torcida, comissão e de todos os jogadores (incluindo os do banco de reserva) foi gigante, traduzindo perfeitamente a vontade que essa equipe tem de vencer. Vibração igual ocorreu no jogo seguinte, frente ao Macaé-RJ onde novamente vencendo por 2×1 e vendo o adversário tentar pressionar, o meia Cassinho conseguiu inacreditáveis 4 escanteios seguidos após carregar a bola até a linha de fundo e segura-la no campo de ataque, e ao menor bote do marcador, o meio-campista chutava sobre ele ganhando mais um tiro de canto e mais longos segundos de final de jogo para quem está ganhando

Elenco do Azulão vibra muito após mais um gol na série C

    Ainda é cedo para traçar objetivos ou decretar esse time como um favorito, mas sem duvidas o São Bento do segundo semestre tem outra cara, muito mais raçudo, com muito mais vontade de vencer, com muito mais malandragem e vibração, muito mais São Bento!

                  

Por Michael Paiva